Recife - Geral
Com
a presença de milhares de pessoas, a missa campal para o ex-governador
de Pernambuco Eduardo Campos, morto na última quarta-feira em um
acidente aéreo em Santos, durou cerca de duas horas no fim da manhã
deste domingo. A celebração reuniu autoridades como a presidente Dilma
Rousseff, que chegou acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (que chorou ao cumprimentar a família), o candidato Aécio Neves e a
candidata a vice na chapa do ex-governador, Marina Silva.
A missa foi celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, em frente ao Palácio Campo das Princesas, onde uma multidão se despede de Campos, cujo caixão foi coberto pelas bandeiras do Brasil e do PSB. Mais 22 bispos de cidades de todo o Nordeste se juntaram para celebrar a missa de corpo presente junto com Saburido. Foi o filho mais velho de Eduardo, João – que tem 20 anos – quem fez a primeira leitura no início da missa.
– Está morto um homem que tem as suas convicções vivas – disse Dom Fernando.
No fim da celebração, os filhos de Campos lideraram um coro em homenagem ao pai.
– Eduardo guerreiro do povo brasileiro – gritaram.
Logo depois da missa, a multidão fazia uma fila de três quilômetros para se aproximar do caixão e se despedir do ex-governador. Os presentes levam mais de uma hora para chegar até o corpo, de acordo com a PM.
O movimento é intenso desde a madrugada. Nem mesmo a chuva afugentou os pernambucanos. Caravanas vieram do interior do Estado e centenas de pessoas receberam bandeiras de Pernambuco e do PSB. Muitos levavam camisas com a inscrição “Não vamos desistir do Brasil”, expressão escolhida pelo partido para marcar as homenagens a Campos e, ao mesmo tempo, indicar que terá continuidade o processo político iniciado por ele, que, junto com a direção do partido, decidiu pela apresentação da sua candidatura à presidência em 2014.
Durante o velório, entre homenagens, foram cantadas músicas sacras. Uma das características de Campos era a forte ligação com o catolicismo.
Ao chegar à capital pernambucana, às 23h de sábado, o esquife do político foi conduzido até o local do velório. Centenas de populares, que esperavam desde cedo no palácio, entoavam "Eduardo, guerreiro, do povo brasileiro".
O cortejo durou pouco mais de duas horas, percorrendo 11 bairros da cidade. Em cada esquina, dezenas de pessoas se aglomeravam para se despedir. No traçado feito pelo veículo, bandeiras pernambucanas, do Brasil e também do Náutico, time de coração de Campos.
Faixas de luto foram estendidas pelas ruas. Uma carreata acompanhou o cortejo. Na chegada ao Palácio, muita emoção, aplausos e gritos de "justiça".
Os restos mortais de Campos serão trasladados em cortejo às 16h deste domingo até o cemitério de Santo Amaro, onde ele será enterrado ao junto ao avô Miguel Arraes. O caixão será levado em caminhão do corpo de bombeiros e a população acompanhará o trajeto a pé.
Foto: Fernando Gomes / Agência RBS / Divulgação
A missa foi celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, em frente ao Palácio Campo das Princesas, onde uma multidão se despede de Campos, cujo caixão foi coberto pelas bandeiras do Brasil e do PSB. Mais 22 bispos de cidades de todo o Nordeste se juntaram para celebrar a missa de corpo presente junto com Saburido. Foi o filho mais velho de Eduardo, João – que tem 20 anos – quem fez a primeira leitura no início da missa.
– Está morto um homem que tem as suas convicções vivas – disse Dom Fernando.
No fim da celebração, os filhos de Campos lideraram um coro em homenagem ao pai.
– Eduardo guerreiro do povo brasileiro – gritaram.
Logo depois da missa, a multidão fazia uma fila de três quilômetros para se aproximar do caixão e se despedir do ex-governador. Os presentes levam mais de uma hora para chegar até o corpo, de acordo com a PM.
O movimento é intenso desde a madrugada. Nem mesmo a chuva afugentou os pernambucanos. Caravanas vieram do interior do Estado e centenas de pessoas receberam bandeiras de Pernambuco e do PSB. Muitos levavam camisas com a inscrição “Não vamos desistir do Brasil”, expressão escolhida pelo partido para marcar as homenagens a Campos e, ao mesmo tempo, indicar que terá continuidade o processo político iniciado por ele, que, junto com a direção do partido, decidiu pela apresentação da sua candidatura à presidência em 2014.
Durante o velório, entre homenagens, foram cantadas músicas sacras. Uma das características de Campos era a forte ligação com o catolicismo.
Ao chegar à capital pernambucana, às 23h de sábado, o esquife do político foi conduzido até o local do velório. Centenas de populares, que esperavam desde cedo no palácio, entoavam "Eduardo, guerreiro, do povo brasileiro".
O cortejo durou pouco mais de duas horas, percorrendo 11 bairros da cidade. Em cada esquina, dezenas de pessoas se aglomeravam para se despedir. No traçado feito pelo veículo, bandeiras pernambucanas, do Brasil e também do Náutico, time de coração de Campos.
Faixas de luto foram estendidas pelas ruas. Uma carreata acompanhou o cortejo. Na chegada ao Palácio, muita emoção, aplausos e gritos de "justiça".
Os restos mortais de Campos serão trasladados em cortejo às 16h deste domingo até o cemitério de Santo Amaro, onde ele será enterrado ao junto ao avô Miguel Arraes. O caixão será levado em caminhão do corpo de bombeiros e a população acompanhará o trajeto a pé.
ZH
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