24 de fev. de 2012

Degravação da Câmara de Vereadores, em sessão realizada no dia 22/02/2012

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Em mais uma sessão do legislativo de Bom Retiro do Sul, o destaque ficou por conta do ex-vereador e empresário da atividade coureiro calçadista, José Moisés da Rosa, o qual ocupou a Tribuna livre da câmara para, em nome do sindicato dos trabalhadores do setor e também dos empresários, lamentar o feriadão realizado no carnaval, durante cinco dias, onde ficou fechada tanto a unidade de saúde, quanto as creches mantidas pelo município. Disse que as empresas tiveram prejuízo porque vários funcionários tiveram que ficar em suas casas cuidando dos filhos por não ter creche durante o feriadão e ao mesmo tempo os funcionários terão prejuízo no final do mês porque terão descontados os dias faltosos e sugeriu reflexão e pronunciamento dos vereadores em relação a essas medidas que considerou lamentáveis por parte do poder público municipal, que somente trouxe prejuízo para os filhos dos trabalhadores, às empresas e aos próprios trabalhadores e sugeriu que medidas sejam tomadas para que esse calendário adotado não se repita durante os próximos feriados.

EXPLICAÇÕES PESSOAIS

Eder Ciceri (PSB) destacou o trabalho do colega vereador Silvio Portz, que após vários anos trabalhou com seriedade e resolveu a questão da água de Beira do Rio. “Nos últimos quatro anos faltou seriedade e boa fé. Se tivessem realizado um trabalho sério, a solução se teria em pouco tempo, como Silvio resolveu e merece parabéns e agora a comunidade tem água potável de qualidade e deve definir o nome que melhor se adéqua para presidir a entidade e não quem é de fora ficar lá dando pitaco”. Voltou a reclamar a má conservação da RS0129 de responsabilidade do Daer e pede um trabalho sério e bem feito para quem utiliza aquela rodovia não pavimentada. Quanto ao feriadão, disse concordar que se reveja o calendário, que deve ser de acordo com as empresas, as quais são responsáveis pela geração da receita que dá o retorno de ICMS ao município.

Gilberto Quadros (PP) quer um consenso entre administração e empresas, em relação ao calendário para as creches em caso de feriados como foi o do carnaval. “As empresas não podem ficar sem as creches e não podem parar suas atividades. Transportei crianças de creche municipal para uma particular no bairro São João por não ter quem cuidasse das crianças enquanto os pais trabalhavam. “As empresas trabalharam três dias com prejuízo, elas que dão retorno ao município e dele é tirado o recurso para pagar o funcionalismo municipal. Então o que se espera é que haja um bom senso e isso não ocorra mais no município”. Reclamou dos serviços da Aes Sul, citando três postes caídos depois de ventania e bairros sem energia elétrica por um dia inteiro e empresas sem poder operar. “Quer dizer, três dias sem creche e para completar um dia inteiro sem luz. Isso é lamentável e o que se diz é que a Aes Sul é um câncer, não tem mais solução. No mandato passado tínhamos o vereador Lula que era chamado de ‘homem luz’, pois batia diretamente nos problemas com essa empresa e penso que deveríamos eleger outro, pois a situação está insustentável”. Foi informado que requerimento do vereador Edson Farias pede presença da direção da concessionária para explicar sobre os constantes problemas.

Juarez Cardoso (PMDB) cumprimentou o colega Silvio e a comunidade por ter sido inaugurado o abastecimento da nova fonte na localidade de Beira do Rio, há mais de 12 anos sofrendo com problemas de saneamento. Concordou com a situação colocada pelo empresário sobre a paralização das creches municipais. “De maneira alguma isso deveria ter ocorrido e os dias descontados vão fazer falta na mesa do trabalhador e às crianças. Por isso, quando se está com a razão não há como contestar e os empresários têm total direito em reclamar e repito, isso não deveria ocorrer mais, pois trouxe prejuízo par a todos os envolvidos e a situação deve ser reapreciada pelas autoridades para que seja sanada essa questão”, sinalizou Tarez.

Regina Maria Mallmann (DEM) parabenizou Silvio Portz e os demais envolvidos na conquista da água para Beira do Rio. Salientou que agora a continuidade não depende dos vereadores ou do prefeito, mas da própria comunidade em buscar o que de melhor lhe convém e registrou que o custo benefício da conquista foi grande, ainda ressaltou que é necessário reunirem uma diretoria voltada aos interesses da região para gerir essa associação. Lembrou que agora se fala que é muito difícil montar um calendário e como ex-secretária de educação e ex-diretora de creche por oito anos no governo local e em muitas oportunidades negociou com empresários durante folgas ou férias, com plantões, mas mesmo assim julga complicado o setor. “Não desejo para o atual secretário tudo o que passei em minha gestão pública e por isso não teco críticas, pois sei da complexidade”. Disse que as férias coletivas é uma necessidade, para desinfecção das creches, a limpeza e quanto às folgas é necessário, apesar das crianças estarem sempre lá e isso deve ser administrado. No entanto reclama que em sua gestão não se falava em “ser uma necessidade” e a criticavam quando ocorriam esses casos, mas hoje colocam essa necessidade. Disse que as pessoas necessitam de descanso, mas há como negociar essas situações, pois é necessário haver continuidade no serviço desse setor. Ainda considerou que poderia se transferir o carnaval para 6ª feira e evitar todo o problema ocorrido e confessou que durante a elaboração do calendário anual, às vezes não se pensa nas empresas, no prejuízo das famílias, isso passa despercebido e sugeriu que empresários e governo se unam para evitar futuros casos dessa natureza.

Silvio Portz (PMDB) disse de seu orgulho por ter dado certo o desfecho da água de Beira do Rio, cujo sistema foi inaugurado no último sábado. Espera que a partir de então não mais seja necessário falar nesse assunto, agora solucionado. Agradeceu a todos os envolvidos nessa questão que perdurou por anos, com destaque especial ao deputado Marco Alba, ao Paulo Garcia, assessor da secretaria da habitação do RS no governo passado e ao prefeito Celso Pazuch, que lhe deu carta branca para a abertura do poço, hoje em atividade com água de ótima qualidade. “Quem sabe, se tivesse sido aberto em outro local, ainda hoje estaríamos lutando para obter água, mas felizmente acreditaram em mim e ouviram minha sugestão de perfurar o poço no local que escolhi e hoje encerramos essa novela da água de Beira do Rio”. Quanto à situação das creches disse que existe um calendário e lhe parece haver acordo com as empresas e espera que para o próximo ano isso não mais ocorra.

Edson Garcia (PDT) também prestou seu tributo ao colega Silvio, por ser o principal protagonista das últimas cenas da longa novela que envolveu o problema enfrentado pela população da região baixa – Beira do Rio – encerrado no final de semana com a inauguração do novo sistema. Citou pedido para que a Aes Sul se faça presente na câmara para esclarecer a situação atual. Disse que além de constantes quedas de postes, também há os cortes de energia e não existe horário para isso, causando problemas e prejuízo para empresas e a população em geral. “Chega Ao final do mês e a cobrança vem e o cliente tem que pagar, mas e a responsabilidade da empresa na prestação do serviço, como é que fica?”, questionou. Tarez lembrou que na época da CEEE, havia escritório e pessoal para atendimento local, agora a nova concessionária terceirizou e aí estão os problemas constantes. Farias ainda destacou que nas Ruas Jacob Ohlweiler e Leopoldo Dahmer, os postes caídos foram recuperados tipo “gambiarra” e lá estão para quem desejar ver e quer providências. Diz que acompanha em outros municípios o mesmo desrespeito da empresa para com seus clientes. Sugere que quando da renovação sejam colocadas cláusulas mais duras em respeito aos contribuintes que estão à mercê dessa empresa. Na questão das creches municipais, como também é funcionário público, sugeriu o revezamento, como houve em seu setor e não houve interrupção de atividades. Na elaboração disse que é fundamental convidar os empresários e ter mais determinação e coragem para administrar, pois se precisa dos empresários, atender as crianças e ter os funcionários em condições de trabalhar. “Isso não é difícil, basta ter um pouco de organização, coragem e união em torno das atividades rotineiras, o que não está ocorrendo e sim imposição de um sistema que provou, não funciona”.

Sérgio Gregory (PTB) sobre reclamação de vereador da base aliada de se votar projetos de auxílio ao hospital disse saber da importância da matéria, mas como vieram datados do dia 1º de fevereiro percebeu que foi muito trabalhado na elaboração e por isso sem análise de todos os vereadores não é possível votar e mesmo porque chegou no mesmo dia da sessão da câmara, é que os projetos merecerão maior estudo antes de sua apreciação e votação. Quanto ao serviço prestado pela Aes Sul concordou que a situação é complicada, pois muita reclamação existe e a solução é muito demorada. “Postes foram amarrados e esperam a próxima ventania para cair. Sem falar no caso da morte de seis cabeças de gado no interior e o pior é que o proprietário já vinha pedindo há mais tempo a retirada da rede do interior de sua área por temer o perigo e nada foi feito e hoje o problema está instalado, o que não precisaria ter ocorrido se houvesse atendimento a solicitação do agricultor”. Também relatou que o serviço do 0800 da empresa é muito deficitário, pois as pessoas não conseguem atendimento e ficam muito tempo “penduradas no telefone”. Em resumo, é difícil contatar com a empresa e ainda mais dificuldade há no atendimento das demandas apresentadas. Na questão da falta de creches durante o feriado de carnaval concordou ser uma grande falha e prometeu ao empresário que falou do assunto que o legislativo irá interceder para que ocorra alternativas e isso não mais aconteça e o interesse de todos seja atendido. Sobre a novela da água de Beira do Rio, saudou a solução que passou pelas mãos do vereador Silvio Portz, ressaltando haver ainda algumas arestas a serem aparadas, como a direção da associação que entende deve ser mudada. Em aparte, Edson Farias disse ter informação de que os problemas da Aes-Sul são financeiros em sua matriz nos Estados Unidos e que existem também informações de que a CEEE está tentando comprar os serviços novamente para voltar a atender o que já atendia antes da venda de parte para a Aes Sul.

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4 comentários:

  1. E o Carnaval de rua de Bom Retiro do Sul??? Não foste Chimarrão??? Novamente mais um evento como o Natal nas Águas e nada em seu blog??? Mt estranho.... mt estranho!!!

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  2. Estive sim no carnaval de rua...infelizmente um desfile muito pobre de todas as quatro entidades. Os palhaços, de Lajeado de longe fizeram o que em edições anteriores trouxeram para a avenida...já as duas escolas de Montenegro...um fiasco e nem aplauso arrancaram do público....e por último a nossa escola que veio pela metade já de madrugada quando muita gente desistiu pela demora e foi embora...também muito pobre e não poderia ser para menos, pois não havia recursos para fazer a festa, visto que as dívidas estavam na altura do que foi repassado para a escola fazer o carnaval...tudo fruto de gestão feita com interesses próprios...até prova em contrário, pois os próprios dirigentes afirmam que a gestão não prestou contas à escola ainda do carnaval de 2011. Até quando vamos ter à frente de entidades tradicionais pessoas sem compromisso e a seriedade exigidos para manter em alta a representatividade que a entidade possui em nível regional? Quanto a publicar ou não os eventos locais, fica um tanto difícil, visto que não faço mais uma cobertura geral...limitando-me a realizar minha coluna semanal e meu blog diário...ademais, a municipalidade possui alguns acessores de imprensa, mas esses boicotam alguns segmentos da mídia...por certo não gostam de publicidade de suas realizações. Nada, portanto, me soa estranho, pois quem deve produzir informações sobre realizações públicas (sendo por isso pago) o faz somente para algumas mídias e por isso não tenho compromisso em repercutir certos eventos.

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  3. bonretirense pede atenção dos vereadores (vergonha)25 de fevereiro de 2012 às 19:17

    perfeitas colocações do chimarrão. a falta de prestação de contas da escola de samba inhandava não pode passar em branco, os vereadores, agora que passou o carnaval, precisam e devem tomar uma providência séria. onde foram parar o DINHEIRO DO POVO que foi destinado a escola de samba de bom retiro nos anos de 2011 e 2012? NOTAS FISCAIS E PRESTAÇÃO DE CONTAS JÁ!!

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  4. Pois é meu caro, já alertei alguns vereadores, em especial dos que disseram que não votariam pelo benefício proposto pelo município e agiram ao contrário. Lhes disse, "vocês não se intitulam os fiscais, os defensores do contribuinte?". Me prometeram marcar de perto e trazer o resultado, apesar de que eu já fiz um levantamento e parecer que agora, após todo o estardalhaço feito, estão sendo pagos os credores de 2011 e espera-se que também os deste ano e que a prestação de contas ocorra junto ao município, já que o projeto prevê 90 dias (no ano passado eram 30) para a prestação e que também ocorra a prestação de contas com a própria Escola de Samba, pois fui informado que isso não aconteceu. Seriedade, é só isso que se deseja com os recursos públicos e se tivesse havido isso nada teria saído a público. Tudo surgiu de boatos, houve a interferência de vereadores e também deve ter saído de dentro da própria escola, entidade que vem ao longo dos anos servindo para desmandos de alguns. Tenho dito.

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