Post p/ Chimarrão, em 28/05/2011
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A repercussão das barreiras aos carros argentinos
Os primeiros dias de adoção da exigência de licença prévia para a entrada de carros importados da Argentina já mostram os sinais iniciais da medida. A decisão estaria causando congestionamento de caminhões-cegonha agu
ardando liberação em postos de fronteira. Em Uruguaiana (RS), pelo menos 30 deles, na maioria com veículos da Toyota esperam na fila. A medida foi tomada depois de o governo brasileiro ter buscado a liberação de milhares de tratores e colheitadeiras produzidas no país e que esperam há mais de 60 dias a entrada no país vizinho. Minha Opinião: Muitas vezes, neste espaço, destaquei que o governo brasileiro não pode mais aceitar as medidas protecionistas
da Argentina, que atingiu vários setores da indústria nacional, sem uma reação. Agora que a retaliação veio, algumas vozes reclamam dos prejuízos que as barreiras aos automóveis argentinos estariam determinando. Os que reclamam deveriam perguntar ás indústrias de calçados, tratores e colheitadeiras, móveis e autopeças, e tantas outras, o quanto perderam pelas decisões unilaterais do governo argentino (Germano Rigotto).
Inadimplência volta a subir
Ocorreu um novo aumento no índice de inadimplência, no mês de abril. Dados da Serasa Experian mostram que houv
e um crescimento de 1,5% no número de consumidores que não conseguiu honrar seus compromissos no mês passado na comparação com março. Já em relação ao mês de abril de 2010, a expansão foi significativa, atingindo 17,3%. No período compreendido entre janeiro e abril o aumento foi de 20,3% na comparação com os quatro primeiros
meses de 2010. Se o leitor costuma assistir ao noticiário percebeu que a população começa a se alertar para os pequenos aumentos, em especial dos serviços e quando questionados esses profissionais culpam o material usado que está aumentando sistematicamente. E o governo o que tem a fizer com esse paulatino saque no bolso do consumidor? Com essa política econômica o regulador do mercado é o consumidor, mas quantos deles não se apercebem que estão se afundando com essa economia atual? Assim, quem reaparece e com força é a inadimplência e a economia se transforma no endividamento.
Brasil coloca guerra cambial em discussão na OMC
Uma manobra permitiu ao Brasil fazer com que a Organização Mundial do Comércio (OMC) discuta
a guerra cambial que se instalou em diferentes países do mundo. A ideia brasileira é de fazer com que a organização faça um debate sobre as implicações das mudanças cambiais para o comércio, além de formalizar a montagem de uma agenda de trabalho para os próximos dois anos. A proposta brasileira foi escudada pelo fato de que alguns países estão deixando suas moedas se desvalorizarem para ganhar competitividade de forma artificial. Há 60 anos, a OMC não discutia questões cambiais oficialmente. Por exemplo, se a China está propositalmente desvalorizando o yuan para dar mais competitividade as suas empresas, o Brasil, na contramão, está mantendo o real excessivamente valorizado, prejudicando nossas exportações e dificultando a concorrência com o produto importado no mercado interno.
Uso menor de papelão indica vendas em queda
Um dos indicadores sobre o aquecimento da economia, a venda de embalagens de papel o
ndulado recuou 5,94% em abril na comparação com março e de 1,57% em relação ao mesmo mês do ano passado. O fraco desempenho das vendas nos meses de março e abril deste ano é o principal fator apontado para esta retração, e fez com que as indústrias de embalagens começassem a operar com desempenho negativo na comparação anual, o que não ocorria desde o primeiro semestre de 2009. Esse reflexo negativo também tem a ver com a queda nas exportações e inegavelmente a retração do mercado como um todo e novamente quem paga é o setor produtivo, o qual deve se adequar ao novo momento e isso acarreta em diminuição nos investimentos, na queda do nível de emprego, enfim, todos perdem com a queda da venda.
Governo quer incentivar inovação em pequenas empresas
A Receita Federal já preparou mudanças na chamada Lei do Bem, que vai permitir que empresas de menor porte possam ter redução tributária para investimentos em inovação tecnológica. Outro ponto qu
e deve ser modificado é o que prevê a antecipação dos benefícios fiscais para empresas que iniciarem processo de registro de patentes no exterior. A revisão da Lei do Bem, em vigor há cinco anos, faz parte do conjunto de medidas que será anunciado com o lançamento da Política de Desenvolvimento da Competitividade (PDC), em substituição à Política de Desenvolvimento da Produção (PDP). Para estimular os investimentos em inovação tecnológica pelas empresas de menor porte, o governo deve estender o benefício para as que também declaram IR pelo regime do lucro presumido, e não apenas pelo lucro real, como acontece hoje.
BMW fabricará automóveis no Brasil
Pelo menos seis estados estão trabalhando forte na expectativa de poderem receber a primeira fábrica da B
MW na América do Sul, a qual, segundo a assessoria de comunicação da empresa, deve ser instalada em solo brasileiro. De todos os estados da federação, cinco deles são conhecidos: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia. Um sexto estado seria da região Centro-Oeste. No Brasil, foram comercializados 8,4 mil carros da marca, em 2010. Por enquanto, a BMW possui uma fábrica para montar as suas motos, na Zona Franca de Manaus. Em breve esse empreendimento do setor automobilístico, um dos mais importantes em termos de marcas de veículos de ponta, deverá anunciar oficialmente quem será o estado beneficiado.
Corte de custos na Gol
Para alcançar um lucro de R$ 110,5 milhões no primeiro trimestre,
numa alta de 36,2% sobre igual período de 2010, a companhia aérea Gol teve de fazer cortes nos seus custos. Um deles foi o fechamento de 1,1 mil postos de trabalhos, com a demissão real de cerca de 250 funcionários e a não ocupação das vagas em aberto. Essas operações resultaram em uma economia de R$ 45 milhões. Outros R$ 20 milhões devem ser economizados durante o ano com a devolução antecipada de dois aviões Boeing 767. Minha Opinião: O receio é que este corte de 1,1 mil funcionários se reflita nos serviços prestados pela companhia. Esses serviços que hoje já deixam a desejar, com o aumento crescente do número de passageiros transportados e com o corte de pessoal, infelizmente, só tendem a piorar (Germano Rigotto).
O alto preço da banda larga brasileira
Quem quiser acessar o sistema de internet de banda larga no Br
asil estará pagando um dos mais altos preços do mundo. Para se ter uma ideia, o custo médio de um pacote de internet com velocidade média de 1,3 megabytes, custa em torno de R$ 85. O serviço, com velocidades maiores, sairia por R$ 55, em Portugal, e por R$ 40, no Reino Unido. Na comparação com os vizinhos também estamos em desvantagem. Um pacote de 500 MB é comprado no Chile por R$ 54,32, na Argentina sai R$ 31,65 e no México, custa R$ 28,66, enquanto no Brasil o custo é de R$ 69,90.
O lucro do Banco do Brasil
O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,93 bilhõe
s no primeiro trimestre do ano. O resultado representou uma rentabilidade de 24,9% sobre o patrimônio. Com os R$ 346 milhões de aumento, a carteira de crédito do banco atingiu uma expansão de 19,3% no período de 12 meses. Com o resultado, mas ficou abaixo do Bradesco, que registrou R$ 3,3 bilhões de lucro no primeiro trimestre.
Poupança fecha abril com captação negativa
As cadernetas de poupança não conseguiram manter os bons números e fecharão o mês de abril, com uma captação líquida negativa de R$ 1,762 bilhão. Esse número é o resultado dos depósit
os no valor de R$ 96,572 bilhões e dos saques de R$ 98,335 bilhões. No mês de março, a captação líquida tinha sido positiva em R$ 307,4 milhões, enquanto em abril do ano passado o resultado foi ainda melhor, com um saldo positivo de R$ 1,696 bilhão. Alguma medida com relação a caderneta de poupança deve ser tomada pelos técnicos fazendários do governo federal, visto que o reflexo apresentado não trás nenhuma boa notícia, ao contrário, mostra um quadro que poderá se agravar em não sendo tomadas ações concretas para tornar novamente atrativa a poupança.
Menos otimismo com a economia
Não são apenas os empresários da área de serviços que estão receosos com o futuro da economia brasileira. O Índice de Expectativa das Famílias (IEF) pesquisado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada mostrou que houve uma redução no otimismo dos brasileiros, que caiu para 63,8 pontos em abr
il, frente aos 65,3 pontos registrados em março. O indicador chegou ao seu nível mais baixo desde outubro do ano passado, quando o IEF ficou em 63,4 pontos. A percepção dos entrevistados diz respeito à economia nacional, a condição financeira da própria família, o desempenho no emprego, o nível de endividamento e a expectativa de compras futuras.
Petrobras aumentará importação de gasolina
Para evitar possível desabastecimento em algumas regiões, a P
etrobras deve importar mais 1 milhão de barris de gasolina, a partir da segunda quinzena de maio. Esse produto vai se somar aos 1,5 milhão de barris importados no mês de abril. O mercado estima que essa importação durante o ano já tenha custado cerca de R$ 1,5 bilhão aos cofres da Petrobras. Ao mesmo tempo, a Agência Nacional do Petróleo pode ter seu poder de fiscalização das usinas produtoras de etanol anunciado nos próximos dias, como forma de garantir que não haja desvios na produção do etanol anidro que é misturado à gasolina.
Arrecadação federal bate recorde
O governo federal arrecadou, em abril, R$ 85,15 bilhões. Na comparação
com março aconteceu um aumento real da arrecadação de 19,05%. No ano, o volume de recursos arrecadados já alcança R$ 315,06 bilhões, o que representa 11,51% a mais do que no mesmo período do ano passado. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi o que apresentou maior alta (25,78%), seguido do Imposto sobre Importação (19,48%) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (13,50%). Minha Opinião: É devido a estes sucessivos recordes de arrecadação que a área econômica do governo federal, infelizmente, não tem se movimentado para aprovar a Reforma Tributária (Germano Rigotto).
Reflita:
Os dias prósperos não vêm por acaso; mas sim de muita fadiga e persistência.
(Henry Ford)
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