Post p/ CHIMARRÃO, em 09/01/2011
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Quando a cegonha bate à porta, elas gritam para "passar amanhã". Para as mulheres de hoje, o plano de casar, ter filhos e ser feliz tem mudado. Mas somente na ordem das coisas.
É que antes vem a carreira profissional, a realização de sonhos e viagens. O casamento e a maternidade podem vir depois, para complementar essa felicidade, e torná-la plena. A atriz Solange Couto sabe bem que sentimento de plenitude é este, mas misturado com um pouco de surpresa: aos 54 anos ela acaba de descobrir uma gravidez inesperada. “Estava fazendo exames rotineiros para descobrir porque não conseguia perder peso quando soube que estava grávida de três semanas (agora quase quatro). Já tenho um filho de 36 anos e uma filha de 19. Não planejei e nem sonhava que isso pudesse acontecer. Foi uma surpresa e um presente de papai do céu. Agora é cuidar bem desse bebê”, diz a atriz, que está casada há pouco mais de 1 ano com um homem de 24 anos.
Simone Nogueira, ginecologista da Clinica Dale, diz que num caso como es
se, a gestante tem mais riscos de desenvolver hipertensão e diabetes, mas nada que não possa ser driblado com um bom acompanhamento: “Se a mulher tiver boa saúde e fizer exercícios regulares, esses riscos ficam minimizados”, garante. A taróloga Adriana Kastrup(e) sofreu com pressão alta no fim da primeira gravidez, aos 45 anos. Mas reconhece que o cuidado redobrado que precisou ter valeu a pena. “Eu esperei para ter um filho na hora certa e com o pai certo. Comecei a tentar aos 38 anos. Fiz oito fertilizações in vitro e não consegui engravidar. Há três anos, fui comemorar meu aniversário na Alemanha e engravidei naturalmente. Já tinha até desistido. Recebi meu filho com mais paciência e mais dinheiro”, analisa Adriana.
No fim de 2009, a apresentadora Glória Maria adotou duas irmãs biológicas, Laura e Maria. Mas a decisão de ser mãe depois dos 50 anos não foi planejada: “Passei 3 meses na Bahia cuidando de crianças a
bandonadas e visitei abrigos. No quinto abrigo a que fui, dei de cara com Maria engatinhando. Ela parou, me olhou, e alguma coisa mudou na minha vida ali. Fui para outras dependências e lá estava Laura, com 22 dias de vida”, relembra Glória, destacando que o medo não é só das mais jovens. “Tenho insegurança no dia a dia. E fico me perguntando se estou cuidando delas direito. Amor, não tenho dúvida de que dou”. E amor não é o problema. A ginecologista lembra que a dificuldade de engravidar aos 40 anos é a fertilidade: “A mulher nasce com um número determinado de óvulos, que vai diminuindo ao longo dos anos. Depois dos 40, restam poucos e as chances de engravidar são pequenas”.
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