Post p/ Chimarrão, em 06/01/2011
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A despeito do câmbio desfavorável, a exportação brasileira de carne suína deve retomar o nível de 600 mil tonelada
s em 2011, que representa a média anual embarcada pelas indústrias do setor nos últimos cinco anos. O objetivo deverá ser cumprido considerando a expectativa de início das vendas para mercados importantes, como Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão. Os números de 2010 ainda não foram fechados, mas a projeção para o período é de vendas externas de aproximadamente 562 mil toneladas. Seg
undo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, os EUA já reconheceram Santa Catarina como livre de febre aftosa sem vacinação e abriram o mercado ao suíno brasileiro, mas falta ainda aprovar e habilitar as indústrias exportadoras. O potencial de exportação aos norte-americanos não pode ser considerado grande, mas o país é uma porta importante para outros mercados. Em tese, segundo a indústria, isso amenizaria a perda de competitividade com a atual relação cambial, embora empresários do setor admitam que a abertura de novos mercados prossegue lentamente.
No merc
ado interno, destino de cerca de 80% da produção nacional, as perspectivas são animadoras, pois o consumo vem se ampliando com o crescimento da economia e o aumento do poder aquisitivo das famílias brasileiras. Nos últimos meses, a disparada do preço da carne bovina também colaborou já que muitos consumidores trocaram o bife de gado pelos cortes suínos. O resultado é que há três meses os preços da carne suína no mercado doméstico estão maiores que os obtidos com a exportação. O cenário permite perspectiva positiva entre os suinocultores brasileiro, concentrados, em sua maioria, no Sudeste e Sul do país, afirma Camargo Neto.
Somente no Estado, 10 mil produtores se dedicam a criação para abate. O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurgs),
Valdecir Folador, acredita que 2011 deve ter uma continuidade da boa fase inaugurada a partir de agosto, quando a recuperação elevou os preços do quilo vivo ao patamar de R$ 2,95. Assim, prevê, será o momento de voltar a acumular reservas e recompor a gordura queimada ao longo de 16 meses em que o setor trabalhou no vermelho. O período negativo foi causado pela crise de 2008 e pelos impactos da associação indevida da carne à gripe AH1N1, equivocadamente popularizada como gripe suína. "Sem desvio de rota, o produtor poderá se recapitalizar."
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