21 de jul de 2015

Thiago Berto palestra aos professores do município


ESTRELA
Ele falou sobre viagem de três anos pelo mundo e a proposta de uma escola com novos conceitos de organização

As experiências de uma viagem de três anos pelo mundo e a proposta de uma escola alternativa no Brasil, baseada numa metodologia de ensino diferente, foram temas da palestra de Thiago Berto aos professores da rede municipal de ensino de Estrela na noite de segunda-feira (20), na Soges. Promovida pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), reuniu profissionais da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e dos projetos esportivos da Secretaria de Esportes e Lazer. Berto propõe um novo processo de aprendizagem. “Minha perspectiva é de que todas as crianças são pequenos mestres porque estão prontas para expressar suas potencialidades, mas hoje são tolhidas”, afirmou.


As visitas a 30 escolas alternativas, durante sua jornada, resultaram no projeto da Cidade Escola Ayni – Educação e Sustentabilidade. A proposta consiste em uma nova pedagogia, contato com novos conceitos de organização social e econômica que, conforme Berto, expandem os propósitos de sua existência. Nela, o adulto passa a ser um guardião, que fala “na altura das crianças” e onde os educadores vão mostrar limites, carinho e respeito. Segundo ele, as três principais matérias. Um local sem salas de aula, sem divisão de turmas, sem provas, sem competição e com a liberdade de o aluno escolher o que aprender. Para Thiago, que viu estas experiências em sua viagem, é possível realizar um projeto educacional nesta forma, e em Guaporé, sua cidade natal, ele se tornará realidade.


Thiago iniciou sua viagem aos 30 anos, em 2011, e morou seis meses no Butão, onde fez trabalhos voluntários. Esteve também na Islândia e no Vietnã, país que percorreu, pela costa, numa viagem de 16 dias. Depois foi ao Peru, onde contou ter conhecido uma escola diferente, “que ensinava valores, ética e usava a pedagogia do abraço”. Fez também o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, percorrendo mais de 800 quilômetros a pé. Esteve ainda no Alaska, de onde partiu visitando países da América até Montevidéu, no Uruguai. Ele lembra o que o motivou a fazer estas viagens. “Me sentia um personagem, desconectado com minha essência. Não tem felicidade esperando a gente lá na frente. Temos que encontrar o brilho de cada dia e vive-lo.”


A palestra fez parte do projeto da Secretaria Municipal de Educação “Educação centrada na vida – ninguém leva alguém onde nunca foi”. Na abertura, o secretário Marcelo Mallmann destacou que a iniciativa da Smed propõe um novo processo de aprendizagem. “A premissa do nosso projeto é que precisamos experimentar para promover o processo ensino-aprendizagem”, afirmou.
Texto e foto: Paulo Ricardo Schneider

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