30 de nov de 2013

Aumento de combustível na bomba deve ser de 2,5%



País - Economia
A Petrobras anunciou na sexta-feira o reajuste de 4% no preço da gasolina e de 8% no valor do óleo diesel nas refinarias. O aumento nas bombas deve ser imediato, mas em percentuais um pouco inferiores.

O reajuste atende ao pedido da Petrobras que ganhou força a partir de em abril, na tentativa de reduzir a diferença entre o valor do combustível comprado do Exterior e o que vende no país, calculada em 27,6%. Em reunião que durou seis horas na sexta-feira, o conselho de administração, cuja palavra final é dada pelo governo, atendeu parcialmente o pedido da estatal, que era de uma correção de pelo menos 6%.

– O reajuste dá fôlego para a Petrobras por pelo menos mais quatro meses, evitando que fragilize ainda mais o seu caixa – explica Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Neste ano, a gasolina acumula alta de 10,9% nas refinarias – a presidente da empresa, Graça Foster, vinha afirmando que a estatal precisaria de reajuste da ordem de 13% para zerar a diferença com o mercado externo.

O aumento anunciado deve chegar às bombas um pouco mais baixo, de 2,5%, conforme projeções da Tendências Consultoria. A gasolina vendida nos postos tem 25% de adição de etanol, cujo valor é menor, o que reduz o impacto do reajuste. O óleo diesel deve subir 6% para os motoristas.

Conforme Adão Oliveira, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Estado (Sulpetro), os postos começam a aplicar a nova tabela imediatamente para preparar o caixa.

– Quando há aumento, muitos motoristas se antecipam para abastecer com o preço antigo. Os donos de postos precisam comprar mais gasolina imediatamente, já com o valor maior – diz Oliveira.

Conselho aprovou novo mecanismo para reajustes

Em comunicado, a Petrobras informou que o conselho de administração aprovou novo mecanismo para reajustar os combustíveis, a fim de “alcançar a convergência dos preços no Brasil com as referências internacionais”. A criação de um gatilho para reajustar os combustíveis conforme o preço do barril no mercado internacional e a variação do dólar havia sido proposto pela diretoria no dia 25 de outubro.

O comunicado da petroleira, entretanto, não deixa claro qual será a fórmula e a periodicidade dos reajustes. Para analistas, trata-se de uma maneira de o governo mostrar que está preocupado com a situação da Petrobras, mas não se comprometer em repassar aumentos automáticos, evitando pressões na inflação.

– Na prática, segue a falta de transparência quanto à política de reajustes – analisa Walter de Vitto, especialista em combustíveis da Tendências. 
ZH

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